Por que continua caindo a produção da Petrobras

Petroleira registrou em maio nova queda, tendo produzido o menor volume desde abril de 2016

A Petrobras registrou em maio uma nova queda na produção de óleo no país, de 1,2%, para 2,065 milhões barris/dia. A marca é a menor desde abril de 2016 (2,034 milhões de barris/dia) e foi justificada pela companhia como decorrente da parada para manutenção do FPSO Cidade de Saquarema, da SBM, instalado no campo de Lula, na Bacia de Santos. Não fosse o desempenho de abril deste ano, quando a petroleira produziu 2,090 milhões de barris/dia, teria sido a nona queda consecutiva na produção.

Além das paradas programadas quase mensais para manutenção de plataformas, a queda está muito atrelada ao desempenho da produção na Bacia de Campos, que vem sofrendo desde 2010 com uma produção declinante. Para se ter uma ideia, levando em conta a média mensal, os campos da bacia registraram em maio a menor produção desde outubro de 2001. Naquele mês, a companhia produziu 934mil barris/dia na bacia.

Em maio, a produção na Bacia de Campos caiu 4% em relação a abril. O declínio vem sobretudo dos campos maduros na região. Roncador, por exemplo, está produzindo 220 mil barris/dia, ante uma capacidade instalada de unidades de produção interligadas ao reservatório de 720 mil barris/dia. A produção em abril deste ano foi 10% inferior à de um ano antes. A parceria formalizada com a Equinor na sexta-feira (18/6) é justamente com vistas a aumentar o fator de recuperação do reservatório.

A bacia está no centro das atenções da companhia. Em seu último plano de negócios, a petroleira anunciou 91 projetos do aumento do fator de recuperação. Esses projetos cobrem desde ações de integridade até projetos de novos poços. Dos 91 projetos, mais de 60 são relativos a novos poços para aumentar a drenagem dos reservatórios. Eles devem ser perfurados até 2022.

Além desses projetos, a companhia também busca aumentar o fator de recuperação das áreas com o uso de sísmica de 4D, com vistas a mapear a movimentação de petróleo pelo reservatório e posicionar melhor os novos poços.
Outra explicação para a queda da produção da Petrobras, em menor escala são os desinvestimentos. A cessão de 35% e da operação do campo de Lapa, na Bacia de Santos, para a Total, foi a operação que mais contribuiu para tanto.

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