Jorge Celestino e Nelson Silva deixam a Petrobras

Diretores deixarão a companhia no final de dezembro. Solange Guedes assume interinamente a presidência

Os diretores Nelson Luiz Costa Silva (Estratégia, Organização e Sistema de Gestão) e Jorge Celestino Ramos (Refino & Gás Natural) deixarão a Petrobras no dia 31 de dezembro e seus cargos serão assumidos de forma temporária por Solange Guedes, atual diretora de E&P, e Eberaldo de Almeida Neto, diretor Corporativo, respectivamente . A mudança foi aprovada nesta sexta-feira (21/12) pelo Conselho de Administração da petroleira, que realizou reunião extraordinária virtual, aberta durante a manhã e a tarde.

A saída dos dois diretores marca a primeira mudança da futura gestão de Roberto Castello Branco na Petrobras, ainda que o executivo só venha a assumir o cargo em janeiro. Segundo apurado com fontes próximas ao novo presidente da petroleira, Castello Branco fará outras mudanças no corpo diretor da petroleira, mas não irá substituir todos os diretores.

A tendência é de que as novas mudanças sejam feitas de forma gradual e em etapas. A saída de Jorge Celestino era vista como certa, mas o futuro de Nelson Silva gerava dúvidas.

Celestino vinha se desgastando internamente já há algum tempo e, segundo fontes, sua situação tornou-se bastante delicada após o episódio da greve dos caminhoneiros. Funcionário de carreira da Petrobras, com 36 anos de companhia, sendo quatro no cargo de diretor, o executivo irá se desligar da diretoria e se aposentar.

Jorge Celestino

Procurado pela BE Petróleo, Nelson Silva não quis dar detalhes sobre o processo de sua saída, assim como o diretor Celestino. “Estou concluindo um ciclo, que tinha um propósito. Fizemos um trabalho bacana”, afirmou Nelson Silva.

Tanto Nelson Silva, quanto Jorge Celestino, terão que cumprir quarentena de seis meses. Nenhum dos dois executivos quis falar sobre seus planos para o futuro. Executivo da iniciativa privada, Nelson Silva presidiu a BG e assumiu a Diretoria da Petrobras em agosto de 2016.

Por enquanto, não há qualquer sinalização sobre os possíveis candidatos às duas vagas de diretor. Há até pouco tempo, apostava-se no nome de Clarissa Lins, atual conselheira da Petrobras, para a Diretoria de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão, mas pessoas mais próximas afirmam que não há nada confirmado.

Nelson Silva

No final da tarde, antes da divulgação do fato relevante, boatos internos tomaram conta da Petrobras sobre um possível pedido de demissão coletiva da diretoria.

Trâmite interno e Solange na presidência

Independente dos favoritos e das apostas, o processo terá que seguir todo um trâmite interno de aprovação. Como nos ritos anteriores, o presidente da companhia terá que encaminhar uma lista de nomes para análise do comitê de indicação, remuneração e sucessão e posterior aprovação do Conselho de Administração da Administração.

Segundo apurado, a Petrobras está sendo presidida interinamente por Solange Guedes há cerca de uma semana, situação que deve se manter inalterada até a posse de Roberto Castello Branco. Ivan Monteiro está afastado da companhia, depois de entregar um atestado médico. Desde a sua nomeação, o futuro presidente da petroleira já tem uma sala no Edifício Senado, sede da Petrobras, e ultimamente divide seu tempo entre a empresa e as reuniões do grupo de transição de Energia, em Brasília.

Diretora de E&P da Petrobras Solange Guedes
Diretora de E&P da Petrobras Solange Guedes

Como o encaminhamento da lista tem que ser feito pelo presidente da Petrobras, a tendência é de que o processo de substituição e aprovação dos dois diretores só tenha início em janeiro, após a posse do novo executivo. Para ser deflagrado ainda na próxima semana, a condução do processo ficaria a cargo de Solange Guedes.

Além de Jorge Celestino, Nelson Silva, Solange Guedes e Eberaldo de Almeida Neto, a diretoria da Petrobras conta com outros três diretores: Hugo Repsold (Desenvolvimento da Produção & Tecnologia), Rafael Grisolia (Financeira e de Relacionamento com Investidores) e Rafael Gomes (Governança & Conformidade).

Dispensa

O Conselho de Administração também aceitou a dispensa de Ivan Monteiro da presidência da empresa. Diante disso, Monteiro apresentou sua renúncia à posição de conselheiro da Petrobras. Da mesma forma, o Conselho  elegeu Roberto Castello Branco como presidente e o nomeou conselheiro.

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